Marca-oficina de design dedicada à reinterpretação contemporânea das tradições de inverno transmontanas, cruzando produção digital, trabalho manual e valorização cultural do território.

A CUT OUT é uma marca-oficina de design criada em Bragança por Mário Ortega e João Ortega. Nasce de um território onde a memória ainda se escuta nas ruas, nas aldeias, nas festas, nos gestos e nas mãos de quem continua a trabalhar com paixão e entusiasmo.
O seu trabalho parte de uma vontade simples: olhar para os símbolos culturais e identitários de Trás-os-Montes não como coisas antigas ou distantes, mas como presenças vivas, capazes de continuar a tocar as pessoas no presente.
A ligação da CUT OUT ao universo da máscara nasce desse lugar. Das tradições de inverno transmontanas. Dos caretos. Do frio. Do fogo. Do som dos chocalhos. Da força das aldeias quando se juntam em volta de rituais que atravessam gerações. Há nas máscaras uma energia difícil de explicar: assustam, protegem, brincam, inquietam, celebram. São rosto e mistério ao mesmo tempo.
A partir dessa herança, a CUT OUT cria peças que procuram aproximar novos públicos deste património. Não através da reprodução literal da máscara tradicional, mas através de uma interpretação contemporânea, desenhada e produzida em Bragança, onde a tecnologia se cruza com o trabalho manual.
O desenho digital, o corte e gravação a laser, a pintura, a montagem manual e a construção tridimensional em madeira fazem parte do processo. Mas, no centro, continua a estar uma intenção profundamente humana: transformar memória em objeto, território em presença, tradição em continuidade.
A CUT OUT procura prolongar a vida simbólica das máscaras no quotidiano. Em ímanes, pequenas peças tridimensionais, objetos colecionáveis ou edições inspiradas nos caretos e nas festas de inverno, cada peça é uma forma de levar um fragmento desse imaginário para casa.
Para a CUT OUT, integrar a Academia Ibérica da Máscara é um reconhecimento importante, mas também uma responsabilidade. É entrar num espaço onde a tradição é guardada, estudada e continuada. E é fazê-lo a partir de uma linguagem própria: contemporânea, produzida com rigor, mas sempre ligada ao respeito pelo território, pelas comunidades e pela força viva das suas máscaras.